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Quais as consequências das novas dinâmicas geopolíticas e comerciais para o agronegócio brasileiro?

Quais as consequências das novas dinâmicas geopolíticas e comerciais para o agronegócio brasileiro?

NOVOS RISCOS PARA O AGRO

No sétimo episódio de O Clima na Faria Lima, Marina Cançado recebe Renata Piazzon, CEO do Instituto Arapyaú, e Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone, para discutir a relevância econômica e geopolítica do agronegócio brasileiro e os desafios para que o setor continue evoluindo, integrando tecnologia, inovação e sustentabilidade para manter e conquistar novos mercados.

Ao longo da conversa, Rodrigo Lima explica que os novos acordos comerciais incorporam, cada vez mais, exigências relacionadas à rastreabilidade, à transparência das cadeias produtivas e ao combate ao desmatamento ilegal. Segundo ele, o agronegócio brasileiro corre o risco de perder competitividade e acesso a mercados caso não consiga comprovar, de forma confiável, que sua produção é dissociada do desmatamento ilegal.

“Hoje, o Estado brasileiro, o produtor rural, a empresa que compra dele e as cadeias produtivas não têm um instrumento oficial, provido pelo Estado, para atestar que não há desmatamento ilegal associado. Isso é chocante”, afirma Rodrigo.

Na avaliação de Rodrigo, a investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Section 301 evidencia essa fragilidade institucional ao questionar a capacidade do Brasil de demonstrar o cumprimento de sua própria legislação ambiental. Para ele, fortalecer os mecanismos de rastreabilidade e comprovação da legalidade da produção será fundamental para preservar mercados, atrair investimentos e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

Acompanhe o episódio completo no YouTube do InfoMoney e nos principais tocadores.

#OClimaNaFariaLima

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