A crise no STF começou com o Banco Master. Mensagens no celular de Daniel Vorcaro para um número atribuído a Alexandre de Moraes — algumas em visualização única — e um contrato milionário do escritório ligado à família da mulher do ministro com o banco acenderam o sinal de alerta.
André Mendonça, que conduz apurações sobre o Master, pediu um relatório à PF, e o documento de 218 páginas também atingiu Moraes. A PGR questionou a legalidade.
O ponto crítico veio na terça: Mendonça afastou o diretor-geral da PF; Flávio Dino mandou reintegrar. Fachin interveio, suspendeu as duas ordens e tirou Moraes do inquérito das fake news.
Resultado: o plenário se reúne no dia 15 para decidir o que fazer com o relatório que gerou a crise. Enquanto isso, a Operação Make Up (desdobramento do caso Dark Horse) cumpre 49 mandados, com alvos como o deputado Mario Frias.
A resposta que o STF der no dia 15 vai definir não só o futuro dessa crise, mas o procedimento da Corte quando investigações atingirem seus próprios integrantes — a poucas semanas da eleição presidencial.
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