O presidente Lula anunciou um reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, e o primeiro pagamento com o novo valor começa no dia 19 de outubro — entre o primeiro turno e um eventual segundo turno das eleições.
O anúncio reacendeu comparações com 2022, quando Jair Bolsonaro aprovou a chamada “PEC Kamikaze”, que abriu R$ 41,25 bilhões fora das regras fiscais para ampliar benefícios sociais até dezembro. Desta vez, o governo afirma que o reajuste cabe no Orçamento e não exige mudança nas regras fiscais, além de ser incorporado a um programa permanente. Ainda assim, a semelhança é inevitável: novamente um presidente candidato à reeleição aumenta um benefício social às vésperas da votação.
A grande questão é se o anúncio por si só já produz efeito político, antes mesmo do dinheiro chegar, ou se o impacto real no bolso será necessário para mudar percepções e votos. Em 2022, o aumento do Auxílio Brasil não foi suficiente para reeleger Bolsonaro — agora, o tempo dirá se a estratégia terá resultado diferente.
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