O mestre das articulações ataca novamente: Gilberto Kassab esvazia o ninho tucano
O cenário político em Brasília e em São Paulo acaba de sofrer um abalo sísmico que pode mudar o destino das próximas eleições. Em uma jogada de mestre digna de um enxadrista, Gilberto Kassab, o homem forte do PSD, conseguiu o que muitos consideravam impossível: atrair, de uma só vez, pelo menos sete deputados da federação PSDB-Cidadania. O encontro, que aconteceu a portas fechadas, selou o destino de parlamentares que buscam sobrevivência política sob a asa da legenda que mais cresce no Brasil.
Não é segredo para ninguém que o PSD se tornou a ‘noiva’ mais cobiçada do país. Mas a forma como essa migração foi costurada revela um apetite voraz de Kassab em consolidar o partido como o fiel da balança no Congresso Nacional. Enquanto o Trade Market Brasil observa as oscilações do mercado financeiro diante de mudanças políticas, o setor partidário tenta entender como o PSDB, outrora gigante, permitiu uma debandada desse calibre.
Um jantar e o fim do sonho tucano?
As fontes internas indicam que o encontro com Kassab não foi apenas um café cordial. Foi uma demonstração de força. Os deputados, que já se sentiam isolados na federação PSDB-Cidadania, viram no PSD a estrutura necessária para manter suas bases eleitorais vivas. Entre os nomes que estão de malas prontas, figuram lideranças que cansaram das brigas internas que corroem o ninho tucano há anos.
O sensacionalismo ético aqui reside no fato de que o PSDB está, literalmente, desaparecendo do mapa das grandes decisões. Se antes o partido ditava o ritmo da economia e da política brasileira, hoje ele serve como ‘estoque’ de talentos para Kassab. É uma canibalização política sem precedentes na história recente da democracia brasileira.
Quem são os ‘desertores’ da vez?
Embora a lista completa esteja sendo mantida sob relativo sigilo para evitar retaliações imediatas das siglas de origem, circula nos bastidores que parlamentares influentes de São Paulo e Minas Gerais lideram o movimento. O Cidadania, que já vive em um regime de subsistência, vê sua relevância diminuir drasticamente com a perda desses quadros. No Trade Market Brasil, economistas apontam que a estabilidade de um governo depende da força de sua base no Congresso, e Kassab agora detém as chaves do cofre da governabilidade.
- Fuga por sobrevivência: Sem fundo partidário robusto e tempo de TV, tucanos buscam o PSD.
- O fator Kassab: A habilidade de transitar entre esquerda e direita atrai quem quer estar no poder.
- Crise no ninho: Eduardo Leite e Marconi Perillo não conseguem estancar a sangria.
O desespero do PSDB e o vácuo de liderança
O que estamos presenciando é o desmoronamento de uma era. O PSDB, que deu ao Brasil o Plano Real, agora não consegue dar aos seus próprios deputados um motivo para ficar. A saída desses sete parlamentares é o prego que faltava no caixão de uma estratégia de federação que nasceu morta. O Cidadania, por sua vez, corre o risco real de não atingir a cláusula de barreira nas próximas eleições se não reagir agora.
Por outro lado, o PSD de Kassab se torna um monstro político. Com mais deputados, o partido ganha mais tempo de televisão, mais recursos do fundo eleitoral e, principalmente, mais poder de barganha com o Palácio do Planalto. É um xadrez onde Kassab já começou a partida com três rainhas a mais no tabuleiro.
A ética do poder e o jogo de interesses
Muitos podem questionar a ética dessa troca de legenda antes das janelas partidárias oficiais, mas no submundo de Brasília, o pragmatismo fala mais alto. Os deputados alegam ‘falta de sintonia’ com as atuais direções nacionais, mas o que brilha aos olhos é o acesso à máquina pública que o PSD oferece. A política brasileira sempre foi um jogo de conveniência, e Kassab é o melhor jogador deste século.
Para quem acompanha o mercado através do Trade Market Brasil, fica claro que a consolidação de partidos de centro, como o PSD, traz uma previsão de maior previsibilidade para reformas fiscais, já que o partido não é ideologicamente engessado. No entanto, para o eleitor do PSDB, fica o sentimento de abandono e a pergunta: o que sobrou da social-democracia brasileira?
Impacto imediato na Câmara dos Deputados
Com a saída desses sete nomes, o governo federal ganha um interlocutor único e muito mais caro: Gilberto Kassab. Se antes o governo precisava negociar com retalhos de vários partidos, agora terá que se ajoelhar diante da bancada pessedista, que se torna imbatível em números. É o fim da era da pulverização para dar lugar ao império do ‘centrão gourmet’ comandado por Kassab.
A boataria nos corredores do Congresso é de que outros deputados, inclusive do MDB e do União Brasil, estariam monitorando o sucesso dessa migração para seguir o mesmo caminho. O PSD não quer apenas ser um partido grande; ele quer ser o único caminho possível para o centro político brasileiro. A agressividade de Kassab na última semana deixou claro que ele não aceita prisioneiros: ou você está com o PSD, ou você está fora do jogo do poder efetivo.
O que dizem os partidos atingidos?
Oficialmente, o PSDB fala em ‘unidade’ e ‘renovação’. Extraoficialmente, o clima é de velório. Lideranças tucanas tentaram demover os deputados da ideia, oferecendo cargos em diretórios estaduais, mas a promessa de Kassab — que envolve suporte financeiro e político pesado para 2026 — foi irrecusável. O Cidadania, por sua vez, tenta sobreviver aos ataques de todos os lados, vendo seus quadros mais técnicos buscarem refúgio em siglas com maior capilaridade.
A realidade é dura e nua: a política brasileira está sendo redesenhada agora, e o lápis está nas mãos de Gilberto Kassab. Se você quer entender para onde o Brasil vai, pare de olhar para os extremistas e comece a olhar para quem está silenciosamente comprando o Congresso, deputado por deputado, pedaço por pedaço. A grande migração começou, e quem ficar por último no PSDB terá que apagar a luz de um partido que já foi a esperança da classe média brasileira.