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FIM DE UMA ERA: Orelhões vão sumir de vez das ruas!

FIM DE UMA ERA: Orelhões vão sumir de vez das ruas!

O adeus definitivo: Gigantes de metal viram peça de museu

Prepare o coração (e a nostalgia), porque aquele objeto icônico que faz parte da paisagem urbana brasileira há décadas está com os dias contados. O Ministério das Comunicações e a Anatel bateram o martelo: os orelhões serão retirados das ruas de todo o Brasil. É o fim de uma era marcada por cartões telefônicos, filas em postos de conveniência e o clássico barulho das teclas. Mas por que agora? E o que acontece com quem ainda depende deles?

A decisão não é apenas estética; é puramente econômica e tecnológica. Com a explosão do 5G e a onipresença dos smartphones, manter a infraestrutura dessas cabines tornou-se um prejuízo astronômico para as operadoras. Segundo dados da Anatel, o uso desses aparelhos despencou mais de 90% na última década. No portal Trade Market Brasil, acompanhamos como as mudanças tecnológicas impactam o mercado, e este é um movimento sem volta.

O MAPA do sumiço: Quantos ainda restam na sua cidade?

Se você acha que eles já sumiram, se enganou. Atualmente, o Brasil ainda conta com cerca de 130 mil orelhões espalhados pelo território nacional. No entanto, a maioria está em estado de abandono, servindo apenas para colagem de cartazes ou como abrigo para chuva. A Anatel disponibiliza o sistema ‘Fique Ligado’, um mapa interativo onde você pode conferir a localização exata de cada terminal em sua cidade antes que o caminhão da retirada passe por lá.

Estados como São Paulo e Rio de Janeiro concentram a maior parte desses sobreviventes de ferro. Contudo, em regiões remotas e comunidades rurais, onde o sinal de celular ainda é uma lenda, a retirada preocupa as autoridades locais e gera debate sobre a exclusão digital profunda em que vivem milhões de brasileiros.

Vandalismo e manutenção: O custo invisível que você paga

Você sabia que manter um orelhão funcionando custa caro? Segundo fontes do setor de telecomunicações, o vandalismo é o principal inimigo. A cada dez orelhões, seis apresentam defeitos causados por depredação externa. Fios cortados, monofones arrancados e pichações tornam o serviço inviável. As operadoras alegam que o valor gasto em manutenção poderia ser revertido na expansão da fibra óptica, algo muito mais lucrativo para os investidores e útil para o cidadão moderno que precisa de internet rápida.

Para entender melhor como essas movimentações de infraestrutura afetam a economia das grandes teles, vale conferir os boletins no Trade Market Brasil. O mercado financeiro já precificou esse fim, e as ações das empresas de telefonia tendem a reagir positivamente à redução de custos operacionais ‘mortos’.

O que virá no lugar dos orelhões?

A morte do orelhão não significa o fim da comunicação pública. O plano do Governo Federal é substituir essas estruturas por pontos de Wi-Fi gratuito ou antenas de reforço de sinal móvel. Em algumas cidades inteligentes, o ‘casulo’ do orelhão está sendo reaproveitado para instalação de câmeras de segurança e sensores ambientes. É a tecnologia de 2024 engolindo os resquícios dos anos 70.

Confira alguns dados impressionantes sobre os orelhões:

  • Criação: O design icônico foi criado pela arquiteta Chu Ming Silveira em 1971.
  • Pico de uso: Nos anos 90, o Brasil chegou a ter quase 1 milhão de terminais.
  • Acessibilidade: A lei exige que uma porcentagem mínima seja adaptada para cadeirantes e deficientes auditivos.
  • Custo de ligação: Muitos desses aparelhos já realizam chamadas gratuitas para telefones fixos devido a sanções da Anatel contra operadoras.

O impacto social na periferia e o ‘Deserto Digital’

Embora nos grandes centros o orelhão seja uma relíquia, em grotões do interior, ele é o único fio de contato com o serviço de emergência. A retirada em massa sem uma contrapartida de sinal de celular pode isolar milhares de pessoas. Especialistas em economia social alertam que o lucro das teles não pode passar por cima do direito básico à comunicação. Este é o ponto mais sensível da nova regulamentação: garantir que nenhum brasileiro fique mudo diante de uma emergência.

A transição deve ocorrer de forma gradual ao longo dos próximos 24 meses. Se você ainda tem um cartão telefônico guardado na gaveta, saiba que ele acaba de se tornar um item de colecionador. O mercado de antiguidades já vê uma valorização nesses itens, com colecionadores pagando caro por edições raras. A economia, como sempre, não perde a oportunidade de transformar lixo em luxo.

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