A transição energética já começou e vivemos hoje um mundo com uma matriz energética mais diversificada. No entanto, essa transformação não ocorre de maneira homogênea, nem entre setores econômicos nem entre diferentes regiões do mundo.
Os maiores avanços têm ocorrido na geração de energia elétrica e na mobilidade. Por outro lado, a transição ainda avança de forma mais lenta em setores de difícil descarbonização (hard-to-abate), como algumas indústrias pesadas e o transporte de cargas.
“Na margem, as renováveis estão crescendo muito mais rapidamente. O estoque ainda é fóssil, mas o fluxo de novos investimentos e de expansão da oferta energética é cada vez mais orientado para fontes limpas, incluindo a energia nuclear”, afirma Clarissa Lins, fundadora da Catavento Consultoria, ex-presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e uma das principais especialistas brasileiras em transição energética.
Um dos grandes equívocos do debate atual é a defesa de movimentos excessivamente acelerados que não consideram adequadamente os custos da transição, nem a necessidade de equilibrar oferta e demanda de energia ao longo do processo.
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